Uma nova forma de tratar o melasma

O autor Rodrigo Jahara fala de seu livro e o diferencial do tratamento do melasma desenvolvido por ele

Um dos principais objetivos do fisioterapeuta Rodrigo Jahara nos últimos 15 anos foi o de compartilhar conhecimento e a experiência que adquiriu durante sua trajetória profissional. Seja lecionando em cursos de pós-graduação voltados para a fisioterapia dermato-funcional, participando de dezenas de workshops ou produzindo ele mesmo vídeos sobre o assunto que podem ser encontradas em seu canal de Youtube, Jahara se especializou em disseminar conteúdo e se tornou um dos nomes mais conhecidos da fisioterapia dermato-funcional no país.
 
O livro Sistema 4M no Tratamento do Melasma: Peeling Químico, Peeling de Cristal e Diamante e LED é o resultado dessa experiência. Nele, o fisioterapeuta explica, do ponto de vista do profissional, as técnicas existentes no tratamento. Um passo a passo de procedimentos e protocolos adequados adotados por ele.
 
É sobre a publicação que Jahara fala nesta breve entrevista que você acompanha abaixo!
 
Como surgiu a ideia do livro?
Eu percebi que havia uma dificuldade muito grande tanto de médicos, fisioterapeutas, esteticistas, em tratar o melasma. Então eu pensei que poderia ajudar esses profissionais disseminando o conhecimento que eu adquiri e que eu divido com os meus alunos. E porque isso? Bem, durante os meus anos de experiência no assunto eu percebi que o sistema atual do melasma trazia muitos problemas para os pacientes porque o melasma, apesar de ter tratamento, não tem cura e eram frequentes o que chamamos de “efeito rebote”: O paciente fazia um investimento no tratamento, melhorava, mas depois piorava novamente.
 
Eu então criei esse método de tratar o melasma diferente da maneira convencional. Geralmente você “raspa” a pele para tirar a mancha, causando um processo inflamatório feito para estimular a célula responsável pelo melanócito. Nesse método que desenvolvi não é necessário causar lesões, apenas estimula-se a penetração de ativos para inibir as fases de formação de pigmento. E eu fui vendo que estava obtendo resposta. É um processo mais demorado, mas os clientes se mostravam mais satisfeitos.
 
Hoje eu tenho pacientes que trato há doze anos que dizem que o melasma não voltou. Eu ainda os oriento com relação à manutenção.
Apesar de ter tratamento, não tem cura e eram frequentes o que chamamos de “efeito rebote”: O paciente fazia um investimento no tratamento, melhorava, mas depois piorava novamente
Qual é a maior diferença da sua técnica para a tradicional?
Para começar o princípio ativo. Hoje o mais utilizado é hidroquinona hoje no mercado. Ela foi muito utilizada na década de 60. Esse ativo mata a célula que produz pigmento. Isso causa acromia (estado em que os glóbulos vermelhos apresentam sua porção central mais clara que o habitual), por exemplo.
 
Até hoje 80% dos tratamentos utilizam a hidroquinona. Já eu dou mais ênfase nohexylresorsinol composto orgânico quatro vezes mais poderoso que a hidroquinona, mas que não causa esses danos irreversíveis e permite passar filtro solar, sabonete e cremes sem que cause danos na pele. No meu tratamento eu associo o hexylresorsinol junto com cosméticos e equipamentos, como o laser de baixa potencia, que é uma tecnologia que não queima a pele, pelo contrário, a hidrata por estimular a produção de colágeno.
 
Mais que isso, ainda auxilia na hidratação da pele, estimulando a produção de colágeno. Nesse tratamento, trabalho com a penetração de acordo com a luz e do comprimento de onda da mesma. Ao mesmo tempo, eu oriento a utilizar cosméticos específicos, fotoativados, potencializando o efeito. Além desse laser de baixa potencia é possível usar a luz intensa pulsada. que tem um efeito bem similar, mas se usado de forma errada pode causar danos na pele. Por isso é preciso fazer um curso, estudar, para ter um protocolo.
Eu dou mais ênfase nohexylresorsinol composto orgânico quatro vezes mais poderoso que a hidroquinona, mas que não causa esses danos irreversíveis e permite passar filtro solar, sabonete e cremes sem que cause danos na pele.
No seu livro tem uma parte específica sobre protocolos. Tem algum mais importante?
O fato mais importante na minha ou de qualquer outra técnica é o fototipo do paciente. Quanto maior o fototipo (mais escura) a cor da pele mais atenção demanda do profissional.
 
Há uma dificuldade muito grande às peles pigmentadas por muito tempo ou com as pessoas com pele negra. É como se o corpo entendesse que o melasmo fosse natural da pele. Com essas pessoas a dificuldade é maior, pois tem que tomar o cuidado de não causar lesão permanente à pele. Qualquer micro lesão pode piorar a mancha ou até estimular outra mancha local. E aí entram outras questões: usar sempre filtro solar, não se expor ao sol, ter cuidado com água quente no rosto, para que o melasma não volte.
O senhor cita algumas suplementações a favor da beleza. Tem algum em especial?
O principal é o ômega 3. Por ser um anti-inflamatório natural, evita que a pele tenha micro inflamações diárias, impedindo a ação do pigmento. Também importante é a ingestão de alimentos que ricos em antioxidantes evitam os radicais livres, que geram inflamações e escurecem a pele. Aveia, frutas cítricas e vermelhas, azeite de oliva, devem ser incluídas na dieta.
O que é a fisioterapia dermato-funcional? Com esse profissional atua?

 

A fisioterapia dermato-funcional é uma especialidade da fisioterapia no qual as pessoas têm a convicção que só tem a ver com a estética. Meu foco tem sido só de estética. Ele tem também questão de pós-operatório, a parte da saúde, estética íntima da mulher… Dentro da especialidade dermato-funcional a fisioterapia age de forma bem natural aonde a gente usa mais recursos de equipamentos, associados com cosméticos.
 
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