cirurgia de feminização facial

O que é a cirurgia de feminização facial?

A FFS é bem mais abrangente que apenas uma cirurgia cosmética. Entenda todos os passos que a envolve!

 FFS (Facial Feminization Surgery)

 

Do ponto de vista técnico, a FFS pode ser definida como um conjunto de procedimentos cirúrgicos associados a diferentes especialidades cirúrgicas (cirurgia oval e maxilofacial, cirurgia craniofacial e cirurgia plástica e reconstrutiva) destinados a suavizar e modificar as características faciais percebidas como masculinas, exageradas ou não harmônicas e, portanto, decisivas na identificação visual do gênero facial.
Estas características são definidas por diferentes estruturas esqueléticas craniofaciais. De modo geral, os três pilares básicos do gênero craniofacial são o complexo frontonasal-orbital, o nariz e o complexo do maxilar inferior e do queixo. No entanto, outros elementos estruturais, inclusive as bochechas ou a traqueia, são também importantes na avaliação das necessidades de feminização de uma paciente.
A FFS não é uma cirurgia cosméticas e não deve ser assim considerada. No entanto é parcialmente sobreposta à cirurgia cosmética, o que pode confundir as pacientes. A feminização facial é baseada em cirurgia óssea e reajuste dos tecidos moles que revestem a estrutura óssea modificada. Em algumas pacientes, principalmente mais velhas, o tecido mole pode ser muito flácido para a readaptação completa às modificações da área do maxilar inferior e do queixo. Nestas pessoas o ajuste cirúrgico (lifting) dos tecidos moles pode ser necessário. Este topo de ajuste não deve ser realizado simultaneamente à cirurgia de maxilar inferior e queixo, mas meses depois, após a redução do edema relacionado com o procedimento.
 
O objetivo da FFS é o tratamento da disforia de gênero, ajudando a paciente a se sentir mais confortável em seu próprio corpo e também a ser percebida pelos outros como mulher.
 
A cirurgia de modificação do gênero da face que é precisa, previsível e estabelecida por protocolo deve começar com o extenso conhecimento funcional, anatômico, estético e cirúrgico do esqueleto craniofacial.
Conteúdo retirado do livro Identidade de Gênero Perspectivas Clínicas e Cirúrgicas (Cristopher J. Salgado; Stan J. Monstrey e Miroslav Djordjevic)

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