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Deve-se usar a termoterapia no tratamento da dor oncológica?

A termoterapia inclui intervenções muito utilizadas pela fisioterapia que possibilitam o relaxamento muscular, a vasodilatação e a redução da inflamação, melhorando o metabolismo e a extensibilidade dos tecidos moles por alterar as propriedades viscoelásticas teciduais.

Isso acontece quando a termoterapia por calor superficial é ofertada por meio do uso de bolsas térmicas, banhos de contraste, banhos de parafina, infravermelho, forno de Bier, hidroterapia de turbilhão e por calor profundo, os equipamentos mais utilizados são o ultrassom, ondas curtas e micro-ondas.

Assim, a técnica tem sido utilizada para aliviar a dor de pacientes em tratamento paliativo de câncer. Nesta população, o objetivo é promover o alívio do espasmo muscular, interferindo desta forma no ciclo dor-espasmo-dor. Utilização do frio (crioterapia) pode ser utilizada em disfunções musculoesqueléticas, traumáticas, inflamatórias incluindo processos agudos.

No entanto, não há evidências de qualidade analisando a efetividade destas intervenções para aliviar a dor oncológica.

Vale ressaltar que, considerando o efeito vasodilatador e de aumento do metabolismo estas intervenções, elas devem ser evitadas em pacientes oncológicos na região onde o tumor está localizado, considerando o potencial risco de disseminação de células tumorais por via linfáticas e hematogênica, associado a falta de evidência de segurança. Tais cautelas também são necessárias em regiões desprovidas de sensação térmica, em tecidos irradiados, lesados ou infectados.

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