Quais as barreiras para o diagnóstico precoce do câncer de mama

Quais as barreiras para o diagnóstico precoce do câncer de mama?

O diagnóstico precoce do câncer de mama pode ser realizada pelo autoexame das mamas (AEM), o exame clínico das mamas (ECM) e mamografia (MMG). A MMG e o ECM são os principais meios disponíveis com características razoáveis para a detecção precoce da doença (pré-sintomático), sendo o rastreamento com exame de mamografia (MMG) o método mais utilizado para esse propósito.

O rastreamento do câncer de mama por meio de mamografia é a melhor metodologia para a prevenção secundária da doença na população em geral, promovendo a detecção precoce de lesões em fase assintomática, levando a uma redução substancial na morbidade e mortalidade causada pelo diagnóstico tardio.

Dessa forma, o rastreamento populacional implica na realização de exames sazonais em mulheres assintomáticas e, para que o mesmo seja efetivo, faz-se necessário acompanhamento, associado à manutenção e aprimoramento de processos relacionados com o programa.

Além disso, a mamografia tem sido utilizada na maioria dos países e é considerada o exame padrão ouro para o diagnóstico precoce do câncer de mama, uma vez que contribua para a redução na mortalidade decorrente desta neoplasia. A sobrevivência varia de acordo com o estádio da doença ao diagnóstico. Por isso, existem fortes indícios de que o diagnóstico tardio diminua a sobrevida das mulheres com câncer de mama.

Barreiras para o diagnóstico

No Brasil, o número de máquinas de mamografia em operação é limitado, o tempo para o diagnóstico é alto, e o estádio da doença no diagnóstico é avançado, como discutido previamente. A cobertura populacional é baixa, com problemas relacionados com a qualidade da mamografia, sendo os pacientes de baixa renda, baixa escolaridade e não brancos os mais vulneráveis. Sendo assim, a desigualdade na mortalidade é um reflexo das limitações de rastreamento e tratamento, de modo que os serviços públicos bem estruturados devessem melhorar.

Dentre as barreiras relacionadas com o acesso no sistema de saúde ao exame têm-se: acessibilidade pelos serviços de saúde; acessibilidade aos exames de rastreamento; dificuldade de realização de exames de acompanhamento; custo dos exames, assim como a adesão médica insatisfatória decorrente das limitações do sistema de saúde pública.

Em relação às barreiras relacionadas com a educação ou conhecimento podem-se mencionar: determinantes culturais em relação ao conceito de saúde; características pessoais de educação; idade e sexo; práticas estabelecidas de prioridades e projetos; demora para rastreamento apropriado; consumo de tempo; características do indivíduo, como etnia, idade, classe socioeconômica e, por fim, estado educacional.

Barreiras Individuais

Por fim, frente às barreiras individuais relacionadas com a atitude do paciente. Entre elas, podem-se citar: atitudes e conhecimentos frente ao câncer; ausência de adesão às recomendações sugeridas pelo sistema de saúde; desconforto gerado pelo exame; medo do exame se mostrar positivo; características do indivíduo, como etnia, idade, classe socioeconômica e estado educacional, além da distância do local do exame e meio de transporte para chegar até o local do exame.

O conhecimento de todo esse processo é de fundamental importância, pois abre novas perspectivas de atuação profissional. Ou seja, dentro de um contexto multidisciplinar, associado à qualificação da saúde da mulher e ao aumento da adesão ao exame de mamografia.

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