Exames Citológicos: programas de rastreio e procedimentos para detecção

A citologia tem recebido suporte de várias técnicas auxiliares principalmente moleculares, e discute -se qual seria a melhor metodologia que poderia ser utilizada em grandes programas de rastreio, que poderiam elevar o valor preditivo positivo e negativo, bem como ampliar a periodicidade do exame.

Mesmo com a possibilidade de se ampliar a periodicidade do exame citológico decorrente dos testes moleculares, discute-se ainda se ambas as técnicas devem ser utilizadas conjuntamente ou a triagem deve ser feita primeiramente pelo teste molecular.

Impasses continuam a existir para que os programas de rastreio possam ampliar sua taxa de cobertura e possam diminuir custos. Alguns estudos já demonstraram que a triagem por teste de HPV, seja detecção e genotipagem ou avaliação da expressão das oncoproteínas e E6, E7 e p16, não é suficiente para detectar a lesão formada, ou seja, pode ser positiva, mas a paciente não apresentar lesão. Essa discussão tem-se ampliado, e os dados acumulados têm demonstrado que o uso concomitante das técnicas é a melhor opção, no entanto, os custos se elevam.

Critérios restritivos também foram sendo adicionados aos programas de rastreio e podem depender do país. Alguns limitam o acesso ao exame para mulheres com menos de 1 e acima de 65 anos. Em relação ao teste para HPV tentam criar faixas para evitar custos desnecessários em mulheres mais jovens que podem ser positivas para HPV de alto risco, mas que dificilmente apresentarão lesões, por exemplo. Discute-se também que nas mulheres histerectomizadas com histórico de Papanicolau negativo não há necessidade de continuar participando do rastreamento.

Os programas de rastreio atualmente…

 

Portanto, há um dinamismo nos programas, conforme dados são colhidos, metodologias são adicionadas e por isso cabe neste livro a discussão do que é mais atual, adequado e aplicável, entretanto, sendo de interesse do leitor, aconselho buscar maiores informações no site do INCA (Instituto Nacional do Câncer/ Ministério da Saúde do Brasil), órgão regulamentador do programa brasileiro, bem como a American Cancer Society for Colposcopy and Cervical Pathology, que discutem e desenvolvem algoritmos para rastreio e manejo pós-Papanicolau, denominados Consensus Guidelines. Vários são os órgãos governamentais que tratam do assunto e podem ter programas de rastreio distintos.

 

Para buscar maiores informações não deixe de visitar o site do INCA (Instituto Nacional do Câncer/ Ministério da Saúde do Brasil).

 

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