Tratamento Intervencionista da dor oncológica

A Radiologia Intervencionista (RI) é uma das áreas médicas de maior crescimento nos últimos anos, graças aos esforços de especialistas, aliado aos inúmeros avanços tecnológicos de equipamentos de imagem, materiais e dispositivos médicos.

É uma especialidade que possui relação com o diagnóstico, tratamento e problemas relacionados com o câncer por procedimentos minimamente invasivos realizados com auxílio de imagem e que favorecem a Qualidade de Vida (QV) dos pacientes.

Pode ser utilizada em combinação com outros tratamentos oncológicos com intuito de auxiliar, e mesmo aumentar o sinergismo entre as terapias, pois a natureza minimamente invasiva dos procedimentos proporciona menos dor, menos efeitos colaterais e tempos de recuperação mais curtos, consequentemente menos onerosos.

O diagnóstico e o tratamento minimamente invasivo de pacientes oncológicos são possíveis com mínimas incisões na pele para um acesso vascular (geralmente femoral, no caso dos cateterismos) ou para acessos não vasculares, como nos casos de tratamentos de tumores hepáticos  ou em outros órgãos, quando se utilizam agulhas de até 0,2 cm de calibre para o tratamento de lesões-alvo. Sua alta precisão e efetividade associadas à menor agressão de tecidos vizinhos à lesão tratada trazem benefícios adicionais para os pacientes oncológicos, geralmente fragilizados, tanto física, quanto emocionalmente pela doença.

Os procedimentos diagnósticos e terapêuticos guiados por imagens podem ter caráter ambulatorial ou não, e os métodos de imagens rotineiramente utilizados são os Raios X, a ultrassonografia, a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética.

Exemplos de procedimentos da Radiologia Intervencionista (RI)

Um exemplo claro da potencialidade da RI é a quimioembolização, procedimento intervencionista que consiste na administração de fármacos por via intra-arterial com o objetivo de aumentar a potência local do tratamento quimioterápico sobre o tumor tratado e diminuir os efeitos adversos da entrega sistêmica do medicamento no organismo. Além deste procedimento, existem outros tão importantes, como a ablação térmica de tumores (crioablação, ablação por radiofrequência, ablação por laser, ablação por micro-ondas), as neurólises químicas, as infiltrações anestésicas, as cimentoplastias entre outras.

A dor proveniente da progressão tumoral pode ocorrer em até 70-80% de todos os pacientes oncológicos e pode ser secundária à resposta negativa ao quimioterápico utilizado, radioterapia recorrente, infiltração tumoral de órgãos, raízes nervosas ou ossos. Pacientes com dor refratária à terapêutica medicamentosa podem-se beneficiar de tratamento adjuvante, como os procedimentos minimamente invasivos para alívio da dor. Cerca de 15 a 20% dos pacientes oncológicos beneficiam-se de procedimentos intervencionistas para tratamento da dor.

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